Jornais Antigos do Rio de Janeiro

Notícias e anúncios do passado

Novos abrigos de ponto de ônibus feitos

Por muitos anos esses abrigos de ponto de ônibus da foto fizeram parte da paisagem carioca. Os primeiros foram instalados na Presidente Vargas em Outubro de 1985, na região próxima à Central do Brasil, durante a gestão do Governador Leonel Brizola. Os abrigos eram fabricados na Fábrica de Escolas e Equipamentos Urbanos do Rio de Janeiro, na Praça 11, onde também foi concebida a estrutura dos CIEPs que começaram a ser inaugurados naquele mesmo ano, em Maio.

Alguns comentários sobre a foto, ao fundo o famoso edifício conhecido popularmente como “balança mas não cai”, à direita o edifício sede da TELERJ e um ônibus Condor da Novacap fazendo a linha 284 Praça Seca – Praça Tiradentes.

Publicado no Jornal do Brasil de 30 de Outubro de 1985.
Foto de Gilson Barreto.

1985 abrigos ponto onibus

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Prolongamento da Rua João Vicente de Madureira a Cascadura

Em 9 de Fevereiro de 1971 foi inaugurado o trecho da Rua João Vicente entre o Viaduto de Cascadura e o Viaduto Negrão de Lima. No ato da inauguração, o próprio governador Negrão de Lima se fez presente, partindo depois para outras inaugurações que faziam parte de um Plano Especial de Pavimentação de outras ruas nos subúrbios de Honório Gurgel, Marechal Hermes e Bento Ribeiro, além da barragem do Rio Faria-Timbó que costumava encher naquela região de Madureira e Cascadura, quando aconteciam as chuvas mais intensas.  Publicado no Correio da Manhã da data citada acima.

1971 cm joao vicente

O mapa abaixo é de 1968, nele é possível ver a ausência do trecho da João Vicente entre os viadutos (linha azul). Publicado no Guia Rex desse mesmo ano.

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Inauguração da Estação Tancredo Neves em 1987

Em 10 de Julho de 1987 foi inaugurada a Estação Tancredo Neves, penúltima estação do Ramal de Santa Cruz. O nome da estação claramente é uma referência ao falecido Presidente Tancredo que faleceu em 21 de Abril de 1985, um pouco mais de 1 mês depois de obter o mandato presidencial. Entre as diversas personalidades da administração e da política, o evento da inauguração contou também com a presença da esposa de Tancredo, dona Risoleta Neves. a inauguração aconteceu no aniversário de 50 anos da eletrificação dos trens suburbanos da Central do Brasil. Publicado no JB do dia 11/07/1987.

Vista da rua no Google Maps:  http://goo.gl/maps/C1EnE

Fotos de Viviane Rocha

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Nova linha de bondes entre Madureira e Irajá, em 1911

Inaugurada uma linha de bonde entre Madureira (Magno) e  Largo da Matriz de Irajá (atual Praça N. S. da Apresentação, próximo ao cemitério), em 28 de Setembro de 1911. Esses bonde pertenciam à Linha Suburbana Circular de Tramways e eram movidos a tração animal com carros para 28 passageiros (1ª classe) ou 24 (2ª classe), embora também existissem carros mistos. Em 4 de Junho de 1912 a linha chega até a Estação de Madureira. Na nota fala-se “primeiro trecho” pois essa companhia havia se comprometido a estender a linha para outras localidades do subúrbio, no entanto isso nunca aconteceu, os últimos anos da linha foram bastante desagradáveis à população que necessitava dela. Essa foi a última linha de bondes puxados a burro da cidade do Rio, quando finalmente em 1928 a Light, após anos de tentativas, conseguiu a concessão e pode eletrificar a via, sendo a inauguração oficial em 12 de outubro de 1928. Publicado no jornal A Noite.

Praça Nossa Senhora da Apresentação: http://goo.gl/maps/f2E53

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Aspecto de um dos bondes da linha, publicado na revista Eu Sei Tudo em 1921.

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Acidente com um ônibus da EVANIL na altura da Penha

Acidente envolvendo um ônibus Mercedes da EVANIL que fazia a linha Nova Iguaçu – Praça Mauá, em Abril de 1971. O motorista perdeu o controle do veículo após se surpreender com dois ônibus, um da Meriti e outro da Viação São Ricardo, que atravessaram a sua frente, fazendo com que o ônibus colidisse com um dos pilares da passarela na altura da Av. Lobo Júnior, Penha. Ficaram feridos 6 passageiros e o motorista.

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Diversos métodos curiosos na medicina da primeira década do Século XX

O seguinte recorte de 1914, extraído do Almanaque Brasileiro (ou Almanaque Garnier), nos remete a um tempo no qual a medicina fazia uso de elementos que atualmente seriam muito peculiares. Claramente a cocaína estava em alta naqueles tempos, na verdade desde o fim do século 19, podia ser usado para picada de abelhas, coriza ou até hemorroidas (supositório com ópio, claro). Para os dentes a cocaína também servia, assim como a morfina ou até mesmo sanguessugas, talvez para aumentar a circulação sanguínea ou diminuir inchaços. 1914 diversos usos cocaina

Cocaína como método medicinal no fim do Século XIX

Acredita-se que cocaína foi isolada pela primeira vez na Alemanha, na metade do século 19. No entanto o uso que marcaria sua inserção no mercado apareceria apenas em 1884, quando o oftalmologista Carl Köller descobriu a sua propriedade como anestésico local. Desde então a cocaína foi vendida normalmente e bastante apoiada pelas autoridades filosóficas, científicas e industriais que passaram a comercializá-la de diversos modos, principalmente como estimulante. Com o passar do tempo, os efeitos maléficos da substância começaram a se revelar, fato esse que motivou diversos países criar medidas de proibição à difusão da cocaína. No Brasil a primeira lei de regulação de venda da cocaína, e também da morfina e do ópio, surgiu em 1921.

Nota do jornal Pharol de 1884, sobre a descoberta do hidroclorato de cocaína como anestésico.

1884 cocaina 1Propaganda publica em 1891 pelo Diário de Notícias, sobre pastilhas de clorato de potássio e cocaína para diversas doenças das vias respiratórias, inclusive tuberculose.
1891 pastilhas cocaina

Referências:

Como a cocaína era usada antes de ser proibida
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/como-cocaina-era-usada-antes-ser-proibida-679623.shtml

http://pt.wikipedia.org/wiki/Coca%C3%ADna

Moradores da Grajaú-Jacarepaguá contra à Viação Redentor

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Moradores da Grajaú-Jacarepaguá depredaram 11 ônibus da Viação Redentor, insatisfeitos com a quebra da promessa de levar moradores de graça, passando a cobrar uma passagem razoavelmente mais barata que a viagem inteira. Segundo um dos gerentes da empresa, a promessa consistia em levar passageiros de graça para evitar os freqüentes assaltos nessa região, embora a direção da empresa negasse essa teoria. Segunda ela, esse tipo de comportamento se iniciou na época da encampação da Redentor durante o primeiro governo Brizola. Uma atenção especial para o uso do termo “favelados” que ainda eram comum aparecer nos jornais da década de 90 e atualmente seria considerado de cunho ofensivo. Publicado no Jornal do Brasil, em 20 de Maio de 1992.

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Lança-perfume “Rodo” (1916)

Anúncio do lança-perfume Rodo no jornal O Imparcial de 2 de Fevereiro de 1916. O lança-perfume foi um dos ícones dos carnavais no Rio de Janeiro no início do século XX. Basicamente sua composição consiste de perfume e solventes à base de Cloreto de Etila. Essa mistura acondicionada em ampolas de vidro ou cilindros, evapora-se e é facilmente inalado causando, entre outros, euforia, excitação e também uma série de efeitos adversos, efeitos esses que anos depois foram os responsáveis pela proibição em 1961 por um decreto do então Presidente Jânio Quadros.  Fonte: Lança-Perfume. O Lança-perfume e o carnaval – Brasil Escola

1916 lança perfume

Inauguração do Hipermercado Freeway na Barra da Tijuca

Em 16 de Junho de 1981 foi inaugurado, na Barra da Tijuca, o Hipermercado Freeway. A principal concorrência do Freeway nera o outro hipermercado  que já havia na Barra naquele época, e está lá até hoje, o Carrefour. Publicado no JB de 21/06/1981.
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